home
história faq sugestões legislação links noticias associar-se estatuto diretoria história história faq sugestões legislação links noticias associar-se estatuto diretoria história história faq sugestões legislação links noticias associar-se estatuto diretoria história
 
 
HISTORIA
homevoltar
Gilberto Madeira Peixoto
A MEDICINA DO TRABALHO EM MINAS GERAIS
pág 01 de 05
 

Gilberto Madeira Peixoto
Fundador da AMIMT,
Co Fundador da ANAMT,
Presidente do Instituto Mineiro de História da Medicina,
Membro da Academia Mineira de Medicina,
Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

A primeira notícia de tratamento médico a acidentado de trabalho em Minas Gerais, data de 1710 publicado no "Erário Mineral" pelo médico Luiz Gomes Ferreira que fez a primeira craniotomia no Brasil, naVila Real de Nossa Senhora da Conceição de Sabará.

A Medicina do Trabalho em Minas Gerais, já se manifestava há muito: em fins do século XVIII, início do século XIX, já há notícias do tratamento de intoxicações e acidentes nas minerações de Congonhas do Sabará (Nova Lima) e Minas do Rio das Velhas, realizados pelos "Professores" do partido da Câmara, como eram denominados os profissionais médicos contratados pelo poder público.

Em 1867/68, Richard Francis Burton, em suas viagens a Morro Velho e Cuiabá (Sabará), estuda o comportamento e hábitos da vida dos trabalhadores em mineração, e menciona em seu livro "Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho" (Ed. Itatiaia, Ed. U.S.P., SP-1976) os riscos ocupacionais que pôde observar, como acidentes graves e fatais e casos de intoxicações pelo arsênico das minas, bem como um certo tipo de pneumonia entre os trabalhadores (silicose?).

Descreve como um bom inglês/irlandês, o tratamento hospitalar e os médicos a Companhia de mineração e seus exames, com tamanha perfeição, peculiar aos ex. alunos do Trinity College.
No final do século XIX os operários da construção da Capital que necessitavam atendimento hospitalar, eram atendidos na Santa Casa de Sabará, pelo eminente médico Dr. Joaquim Aureliano Sepúlveda.

Em 1896, durante a construção da Estrada de Ferro Central do Brasil, em Sabará, também os casos de acidentes e moléstias contraídas pelos operários eram tratadas pelo Dr. Joaquim Aureliano Sepúlveda.

Já no início do século XX, a grande epidemia de malária entre operários que construíram a EFCB no vale do Rio das Velhas, suscitou do governo a debelação do grave problema, cabendo a Carlos Chagas, eminente médico de Saúde Pública, esse encargo, juntamente com Belisário Pena, que em pouco tempo debelaram a epidemia, proporcionando o prosseguimento da construção.

Carlos Chagas permaneceu algum tempo mais naquele local, examinando os operários de linhas férreas, como "médico do trabalho e saúde pública, quando traçou linhas de conexão entre saúde e ocupação" (foi ali que se deu a descoberta do T. Cruzzi).

Após o início do século XX, em 1936, foram publicados trabalhos na área da mineração de ouro, na mina de Morro Velho por Carlos Martins Teixeira e equipe em estudos sobre silicose. Em 1940, o mesmo Carlos Martins Teixeira e equipe publicaram estudos detalhados de acidentes, afastamentos e doenças na indústria siderúrgica, em Sabará, João Monlevade e Gorceix (Caeté).

 
 
 

 

 
 
históriafaqsugestõeslegislaçãolinksnoticiasassociar-seestatutodiretoria história